LEIA O ARTIGO, VEJA OS VÍDEOS POSTADOS ABAIXO E TIRE SUAS CONCLUSÕES.
Atualmente não é raro, porém expressivo, o número de cristãos apegados a denominações, líderes, grupos, pregadores, etc., deslocando para segundo plano a Palavra de Deus, a qual é nossa fonte de autoridade e regra de fé.
O apóstolo Paulo, escrevendo a primeira carta aos coríntios, capítulo quatro, versículo seis, prossegue com a seguinte frase: “(...) não ultrapasseis o que está escrito” (ARA - Almeida Revista e Atualizada). Portanto, encontramos no referido texto, ausência de permissão para adotarmos ou aceitarmos doutrinas que não tenham respaldo bíblico.
Todavia, está em voga no meio evangélico certo modismo religioso inclinado ao antropocentrismo, que tem suas raízes no século XX, mas encontra-se em evidente crescimento em pleno século XXI. Falo da ação de supostos milagreiros que atuam em nosso meio, propagando ensinamentos distorcidos e sem o mínimo respaldo bíblico, e quando alegam tê-lo, forçam falaciosa exegese, afirmando equivocadamente ao seu bel prazer, ser a consistente realidade. Propagam práticas de uma suposta “nova unção”, o “cair no espírito”, “unção do riso”, e por aí vai...
Consistentemente quero afirmar que tais práticas nunca foram efetuadas por Jesus nem pelos seus discípulos, porém, antes que alguém busque referência bíblica para contradizer meu ponto de vista, quero fazer a análise do texto de João 14.12, o qual, por sinal, é o texto áureo dos adeptos do sensacionalismo. Vejamos o texto por ora aludido:
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”
Este texto, além de preferido pelos sensacionalistas, é o mais usado, embora fora de contexto, para respaldar suas incongruentes ações ilusionistas. Portanto, vejamos a análise exegética do texto em apreço:
· O termo grego do qual foi traduzido a palavra “maiores” é “meizõn”, que significa literalmente “coisas maiores”. Já o termo “obras” oriundo do grego “ergon” significa trabalho, ação ou ato e não milagres. (VINE W.E, Dicionário Vine, CPAD, pp. 764 e 827). Afinal de contas, qual de nós, meros mortais, somos capazes de a qualquer momento ressuscitar mortos, acalmar tempestades, transformar água em vinho a exemplo do que fez Jesus, para nos jactarmos de podermos fazer milagres maiores dos que ele fez? Ou será que julgamos serem esses movimentos neopentecostais e modismos da era atual como milagres maiores do que os realizados por Jesus?
· Obviamente que o texto de Marcos 16.15-18 fala de milagres, porém a ordem dada a igreja foi a de pregar o evangelho e não pregar milagres, e em conseqüência da pregação da Palavra de Deus, como resultado daqueles que crescem no Evangelho de Jesus Cristo, os milagres seguiriam a todo aquele que crer, pois é promessa feita pelo próprio Cristo.
· Retornando ao vocábulo “obras” traduzido do grego “ergon” no texto de João 14.12, é correto afirmar que o mesmo faz alusão a "trabalho" ou "empreendimento". O texto de Mateus 4.23 fala que Jesus percorria a “toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias do povo”. Logo, quando Jesus afirma em João 14 que a obra a ser realizada por seus discípulos e conseqüentemente por sua igreja seria maior do que a sua, Ele estava afirmando que o trabalho a ser desenvolvido depois da sua partida alcançaria ampla escala geográfica (“todo o mundo”) bem como numérica, enquanto a sua obra resumiu-se basicamente no perímetro geográfico da Galiléia. Portanto, tal afirmativa não se restringia ao quesito de poder e glória, a exemplo do que apregoam muitos infundados, mas sim ao alcance e a questão numérica. Portanto, essas obras maiores induzem a compreensão de que a expressão refere-se a quantidade e não a qualidade.
Não obstante, o texto em análise, não abona qualquer prática ou fenômeno exóticos como o “cair no espírito”, “unção do riso”, “mãos grudadas”, “anestesia espiritual”, etc.
Vejamos agora a análise de uma prática muito comum e difundida em nosso meio eclesiástico:
CAIR NO ESPÍRITO
Para defender essa prática alguns fazem uso de textos como (Gn 2.21; Gn 15.12; Dn 10.8,9; At 9.4-8; Ap 1.17).
(Gn 2.21) – “Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu(...)”. Neste caso, Deus fez Adão dormir com o intuito de formar, a partir da sua costela, a mulher, e não como derramamento de suposta “unção” e “poder”.
(Gn 15.12) – “E, pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caíram sobre ele”. Neste caso, o sono não foi oriundo da parte de Deus, mas Abrão dormiu porque estava fisicamente cansado, por ter permanecido em pé no aguardo de uma resposta do Senhor.
O fato relatado das quedas de Daniel, João e Paulo também não respaldam esta suposta “nova unção”, pois Daniel caiu após ter jejuado durante três semanas e ao contemplar grande visão; Paulo caiu após ter se deparado com uma forte luz que cegou sua visão, e João deparou-se com Jesus em sua própria glória, porém ao cair não ficou inconsciente. Obviamente que diante desses fatos, seria humanamente impossível permanecer de pé.
Outros ainda fazem uso dos textos de 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11:
(2Cr 5.14 - ARC): "e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus".
(1Rs 8.10,11 - ARC): "E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor".
Vejamos os textos em outra tradução, desta feita na ARA - Almeida Revista e Atualizada, para melhor compreensão do que realmente está implícito na referência em apreço:
(2Cr 5.13,14 - ARA): "(...) a Casa do Senhor, se encheu de uma nuvem; de maneira que os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus".
(1Rs 8.10,11 - ARA): "Tendo os sacerdotes saído do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor, de tal sorte que os sacerdotes não puderam permanecer ali, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor".
Observe que o fato ocorrido não foi a queda dos sacerdotes, mas os mesmos não permaneceram no lugar por causa da presença de Deus, portanto, não foram estes lançados ao chão, porém retiraram-se do local.
Diante do exposto, vale ressaltar que tal prática nunca foi realizada por Jesus nem por seus discípulos, ou será que alguns de nós tem mais poder do que Jesus, inclusive em seu ministério terreno? Nem Jesus nem seus discípulos, nunca impuseram as mãos sobre as pessoas para levá-las ao chão. No demais, que edificação tal prática nos trás? Será por que tais pregadores dotados de suposta unção não colocam suas mãos sobre os paralíticos, cegos, mudos e ordenam a cura, já que estão dotados de poder ao ponto de induzirem pessoas ao chão? Sejamos coerentes ao responder tais indagações.
A Bíblia, também nos trás exemplos de ordem negativa quanto ao fato de cair. Em Atos 20.9, vemos um relato bastante conhecido de todos os leitores da Bíblia, onde em um culto, ao dormir durante a ministração do apóstolo Paulo, um jovem chamado Êutico cai da janela onde estava sentado, vindo a óbito.
Portanto, por mais que tentem justificar certas práticas com base nos textos expostos acima, já concluimos que não passará de inconsistência a luz dos seus contextos. No demais, o prazer de Deus é nos ver de pé (Mc 10.49; Ef 5.14), já o intuito do inimigo das nossas almas é totalmente distinto (Lc 4.35).
Veja abaixo o vídeo do famoso Conferencista Internacional Benny Hinn e depois faça suas conclusões:
Parece sensacional, mas simplesmente parece! As cenas que acabamos de ver nada tem haver com o Evangelho de Jesus Cristo, e, aliás, roubam a cena, direcionando todos os holofotes para o "astro" que está sobre o "palco".
Com base no que você acabou de ver, gostaria que, de forma sincera e imparcial, respondesse a si mesmo duas perguntas:
Com base no que você acabou de ver, gostaria que, de forma sincera e imparcial, respondesse a si mesmo duas perguntas:
1ª. Que tipo de edificação esta prática trouxe para a referida igreja ali congregada?
2ª. Quem teve mais destaque neste culto, Jesus ou o Pregador?
Tais práticas como o "cair no espírito" e a "unção do riso", que atualmente invadiram nossas igrejas brasileiras; falo das pentecostais e neopentecostais, constituem-se em práticas importadas dos Estados Unidos da América, em especial, propagadas pelo aludido pregador dos vídeos suprapostados.
UNÇÃO DO RISO
Assista o vídeo abaixo onde ocorre o estranho fenômeno da suposta "Unção do Riso", prática muito comum em algumas igrejas neopentecostias brasileiras. O vídeo que você irá assistir, apesar de parecer um show humorístico de auditório, trata-se de um culto ministrado pelo Pastor Kenneth Haggin (EUA) onde todos estariam supostamente cheios da "Unção" que os faz dar gargalhadas quase intermináveis conduzindo-os ao chão e retirando suas forças:
Os adeptos deste estranho fenomeno costumam usar o texto de Gênesis 18.12, o qual fala que Sara riu. Todavia, a referência não serve para respaldar tal prática, pois Sara de fato riu, porém de incredulidade.
Espero que você possa ter sido esclarecido em Cristo por intermédio deste artigo.
Fraternalmente em Cristo,
Ângelo S. Monteiro

7 comentários:
O sangue de Jesus tem Poder!!
Infelizmente existe pessoas que
não tem conhecimento de Deus, embora
esteja dentro da igreja. Meu caro irmão, louvo a Deus por Ele haver levantado pessoas como no caso você, para levar o conhecimento e abrir os olhos de muitos que ainda estão vendados com a mentira. Que deus continue te abençoando. Amei o seu Blog!!
E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.
Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples.Quanto à vossa obediência, é ela conhecida de todos. Comprazo-me, pois, em vós; e quero que sejais sábios no bem, mas simples no mal.
Romanos 14
Primeiramente gostaria da agradecer a participação da nobre leitora deste Blog, identificada acima, e aproveitando a citação bíblica feita por ela quero deixar minha contribuição, retificando a referência bíblica do que fora citado para Romanos 16.17-19, onde de fato está o texto em apreço.
O texto de Romanos 16.17-19, é muito importante, como todo o texto bíblico o é. Aqui, Paulo por meio de sua autoridade apostólica, adverte sobre os homens que provocam divisões e enganam os pessoas simples. Infelizmente, muitos de nossos irmãos, devido a sua ingenuidade ou falta de conhecimento bíblico, tem sido enganados por homens mentirosos e fraudulentos, que na aparência de piedade pregam e divulgam um evangelho antropocêntrico que obejetiva somente a satisfação de suas convicções pessoais em detrimento de uma visão coletiva e de Reino. Obviamente devemos ser simples, e a própria Palavra de Deus nos exorta a isto, porém esta mesma Palavra nos induz a sermos prudentes como as serpentes (Mt 10.16.
O que me chama a atenção no texto de Rm 16.17 é o uso do vocábulo "doutrina", por intermédio do qual, Paulo objetivava indicar que alguns ensinamentos estranhos estavam sendo introduzidos no meio da igreja em Roma, e que por sua vez estavam distorcendo a sã doutrina. Paulo, em seu caráter defensor e apologético, começa a advertir os irmãos no tocante a isto, pois o aparecimento de falsas doutrinas no meio da igreja terminava por gerar divisões e contendas entre os irmãos.
Dentre estes perturbadores, estavam os gnósticos, pessoas com visões totalmente deturpadas da Bíblia Sagrada que tentavam infiltrar seus maléficos ensinamentos na igreja. E acerca disso Paulo começa a tecer suas observações.
Neste sentido, preservando um caráter apologético, é que este blog foi desenvolvido.
Fraternalmente em Cristo.
Ângelo S. Monteiro
"Afinal de contas, qual de nós, meros mortais, somos capazes de a qualquer momento ressuscitar mortos, acalmar tempestades, transformar água em vinho a exemplo do que fez Jesus, para nos jactarmos de podermos fazer milagres maiores dos que ele fez?"
por acaso Paulo não ressucitou um homem que caiu durante uma pregação que ele fazia, e pedro e joão nao oraram por um paralitico que estava a porta do templo e o paralitico foi curado! Acaso Paulo, Pedro e João não eram humanos? Também acho um exagero certas coisas como o cair no espirito, mas Jesus opera milagres hoje tbm, através de homens que o seguem de verdade, de fato há muitos charlatões em nossso meio, mas o Deus que operou através de Pedro e Paulo é o mesmo Hoje!!
Fique na PAz!!
Em resposta a Vinicius Freire!
Prezado amigo, obviamente que Jesus ainda opera milagres e não duvido nem um pouco de que ele o possa fazer. Minha observação deve ser analisada a luz de todo o contexto da postagem. Você citou um trecho do que escrevi, e subjetivamente discordou. Mas observe que fiz a seguinte pergunta: "Afinal de contas, qual de nós, meros mortais, somos capazes de (..........a qualquer momento.........) ressuscitar mortos, acalmar tempestades, transformar água em vinho a exemplo do que fez Jesus, para nos jactarmos de podermos fazer milagres maiores dos que ele fez?"
Esse tipo de coisa não é o que ocorre corriqueiramente meu amado, mas sim quando Deus tem propósitos estabelecidos e definidos com isso. Analise minha observação em resposta a uma pergunta que lhe faço: Qual foi o último velório que você foi e ressuscitou alguém? Qual foi a última festa de casamento de um amigo que você foi, e para poupar os gastos desse amigo, você o mandou trazer potes de água para após uma oração essa água se converter em vinho? Amigo, não leve a mal minhas perguntas, e não as faço em caráter de desdém, até porque acredito piamente que Deus, hoje, ainda os pode fazer. Todavia, não podemos sair por aí fazendo certos demonstrismos, valendo-se do texto que cito na postagem. Portanto, a partir do momento que nós acharmos que podemos fazer milagres maiores do que os realizados por Jesus, sem fazer a correta exegese do texto, estaremos sendo igual ou superiores a ele. Então, com certeza, não era isso que o texto estava dizendo.
Deus abençoe sua vida!!!
Ola abençoado. Cuidado para nao cair na mesmice da igreja catolica em que tudo é fora de moda e nao e, assim a sua igreja é mais fria que cemiterios. Esta escrito que as coisas espirituais so se discernem espiritualmente, eu nao parei para pensar e nao me interessa, nas coisas dos pastores que creem nessas coisas que voce escreveu e cre. Mas tenho visto muita gente boa viver e pregar assim e ser abençoado.
Prezada Di,
Primeiramente quero agradecer sua participação. Todavia, não corro o risco de fazer da minha igreja, um corpo religios frio não! Não se preocupe quanto a isso! O que ocorre é que a maioria dos cristãos, infelizmente não sabem definir corretamente o que é frieza espiritual. A maioria acha que é o que está esteriorizado. Esforço seu pensamente com um ditado bem popular: "lata vazia também faz barulho". Todavia, a abordagem que fiz está totalmente dentro dos parâmetros bíblicos, inclusive fiz a citação de vários textos sacros com sua devida interpretação. Não fiz nenhum tipo de refutação com base em minhas próprias ideologias, e nem faria, afinal de contas, não sou nenhum pouco dogmático. Agora, se você supervaloriza as experiencias exóticas de algumas pessoas, em detrimento da Bíblia Sagrada, eu só tenho a lamentar.
Prezada Di, nosso modelo, nosso padrão a ser seguido é Cristo e os ensinamentos deixados por ele e repassado as demais gerações por seus discípulos.
Efésios (2.20): "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;"
Lhe aconselho a ler cuidadosamente a postagem novamente. Leia cada texto bíblico citado e considere as interpretações ali postadas, ou as faça você mesmo. Se me provares bíblicamente que estou equivocado, lhe prometo que retiro esta postagem do meu blog. Palavra de Honra!!
Fraternalmente em Cristo,
Ângelo S. Monteiro
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